"Se eu quiser me salvar, eu primeiro preciso destruir o 'eu' que me falaram para ser a vida inteira." – The Dreamer
Desde que nascemos, somos moldados por expectativas externas. A sociedade, a família e a cultura nos ensinam quem devemos ser, como agir e até quais sonhos devemos perseguir. Mas será que essa identidade que carregamos realmente nos pertence?
Muitas vezes, seguimos um caminho não porque o escolhemos, mas porque ele nos foi apresentado como a única opção. E, ao perceber isso, surge uma inquietação: quem eu sou além do que me disseram para ser?
Ao longo da vida, acumulamos rótulos e crenças que nem sempre refletem nossa essência. O medo da rejeição ou do fracasso nos leva a vestir máscaras para nos encaixar em padrões pré-definidos. Mas essa identidade pode nos aprisionar, nos afastando do nosso verdadeiro propósito.
Para nos encontrarmos, primeiro precisamos nos desfazer das camadas impostas. Esse processo envolve:
Essa ideia não é nova. No budismo, fala-se da necessidade de transcender o ego para encontrar a verdadeira paz. Na psicologia de Carl Jung, o conceito de individuação descreve a jornada para se tornar quem realmente somos, integrando todas as partes da nossa identidade.
Destruir o eu que nos ensinaram a ser não significa cair no vazio, mas abrir espaço para algo novo e autêntico. Como uma casa reformada, agora construída com escolhas conscientes.
Se sentir perdido é parte do caminho. O importante é seguir questionando: essa vida que estou vivendo realmente é minha?